Por que esta turnê é mais do que um simples anúncio de line-up?
A HE.SHE.THEY nasceu numa sala londrina em 2018, e a ideia era simples. Todo mundo na pista, sem julgamento, sem uma política de porta que separa em silêncio as pessoas por quem elas são. Steven Braines e Sophia Kearney a construíram sobre isso, e segundo a DJ Mag a marca aponta agora essa energia direto para a Ásia no Mês do Orgulho 2026. Não é uma volta triunfal por mercados amigáveis. É uma festa house queer entrando em salas onde se assumir ainda pode custar caro.
Os fundadores são diretos. «Levar a HE.SHE.THEY em turnê pela Ásia é uma loucura. A alegria queer é contrabando em algumas dessas salas, e a gente leva mesmo assim, num soundsystem.»
A alegria queer é contrabando em algumas dessas salas, e a gente leva mesmo assim, num soundsystem.
Onde são as festas e quem toca?
Quatro paradas, quatro cidades bem diferentes. Começa em Katmandu em 13 de junho no LOD, anunciada como o maior evento de clube LGBTQIA+ já realizado no Nepal. Depois Phuket em 18 de junho no Illuzion, um monstro de cerca de 5.000 lugares que já esteve no top dez mundial. Singapura vem em 19 de junho no MDLR, e Hong Kong encerra tudo em 28 de junho no Boomerang.
Bimini encabeça as três primeiras datas e carrega logo de cara o peso de ícone queer que esta turnê precisa. Hong Kong joga outra carta, muito esperta: Ligrye, DJ e promotor sediado em Seul, assume o topo do cartaz, colocando uma voz regional na cabine em vez de trazer tudo de fora.
Essas salas têm mesmo o peso para sustentar isso?
Têm, e isso faz parte do recado. O LOD ficou em 44º e o Boomerang em 40º no Top 100 Clubs 2025 da DJ Mag, então não são eventos isolados de fundo de casa. O Illuzion já figurou dentro do top dez mundial. Unir uma marca construída sobre a inclusão a salas que de fato mexem com as pessoas é todo o ponto aqui, porque o recado só pega se a noite for de verdade boa.



