O que publicou a MEDI?
A Music Economy Development Initiative, uma parceria entre o Center for Music Ecosystems e a Global Citizen, alargou o seu portal de dados para mapear os ecossistemas musicais nacionais nos 55 países africanos, 65 a nível global. O seu número de destaque: quase 286 milhões de dólares de receita de música gravada ficam por cobrar só na Nigéria e no Quénia. O portal assinala ainda que 46 países a nível mundial continuam sem qualquer sistema de direitos de autor a funcionar.
Porque é que importa para o house
O afro house e o amapiano estão a mover pistas de dança de Ibiza a Tulum, mas o dinheiro não regressa de forma equilibrada. Quando as sociedades de gestão e a infraestrutura de direitos não existem ou não funcionam, os streams e as licenças geram receita que nunca chega aos produtores que fizeram os discos. Isto é a maquinaria que está por baixo de cada manchete sobre a “invasão do afro house”.
O quadro maior
Face a um mercado global de música gravada de cerca de 47,5 mil milhões de dólares, as somas por cobrar em apenas dois países africanos são um arredondamento para as majors e uma fortuna para os artistas a quem são devidas. A aposta da MEDI é que não se pode corrigir o que não se consegue medir, e agora a lacuna está registada.



